terça-feira, 4 de abril de 2017

PROFESSOR ESCUTA CADA COISA!



Era uma sétima série como todas: hormônios e descobertas pelos poros, atenção difícil, aquela inquietude típica de adolescentes. Para encarar era necessário muito jogo de cintura, pensamento rápido e doses grandes de malabarismos pedagógicos para ajudar a fixar conteúdo.

Por tudo isso sempre repetia e repetia perguntas simples do que já sabia que iria cair na prova. E nelas sempre colocava uma questão que chamava “questão de graça” de tão simples resposta e de tanto que foi repetido.

Sendo o Egito Antigo o conteúdo naquele momento do ano, a ‘questão de graça” da vez era: Como se chamavam os reis do Egito após a unificação? Resposta “Faraó” e eis um ponto. Zero não teria mais! Perdeu a conta de quantas vezes fez a pergunta e em coro a turma respodeu, Faraó!

Tudo certo, matéria em dia, repetecos de fixação feitos, aplicar a prova.

Recolheu no final da aula e foi pra casa tranquila. Esta turma vai se sair bem, pensava.

A surpresa ficou por conta da correção. Na pergunta “Como se chamavam os reis do Egito após a unificação?” Resposta: Múmia. 

Nãoooooo! Não pode ser! E mais quatro “múmias” filaram do aluno relapso! Por essa não esperava!

                                          Cristina Manga
                                          (in "Crônicas")


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